Nunca tinha lido nada de Carlos Ruiz Zafón. Na verdade tinha um certo preconceito, meio que preguiça, mas não me pergunte por quê! Minha irmã já tinha lido e de imediato se tornou fã do escritor espanhol. Ela me ofereceu ‘A sombra do vento’ e nada de minha parte... ‘O jogo do anjo’ quem sabe’? Er... Não mais uma vez!
Então, eis que surge ‘Marina’, último romance de Zafón traduzido para o Português, mas na verdade um dos primeiros escritos e lançados no resto do mundo (civilizado). ‘Ok, você venceu! Batata frita!’. Não tinha a mínima ideia do que esperar do livro, não havia a mínima pista satisfatória nas orelhas ou na parte de trás, no enredo. O livro era um total enigma pra mim, mas vi minha irmã ler com tanta avidez, com uma ânsia que só se vê quando se está totalmente envolvido em algo, que pensei: ‘bom, o livro é bem fino (não que eu tenha preguiça de ler gente! Pelo amor de Deus!) não vai fazer mal dar uma chance... caso não goste, pelo menos não foram 600 páginas...’. E foi assim que comecei minha aventura. E me envolvi totalmente na história, minha irmã tivera razão todo esse tempo e eu não tinha dado ouvidos! Sempre escute sua irmã mais velha!
Em uma coisa eu estava certa, não tem como saber nada sobre o livro sem lê-lo, ou seja, não adianta pegar uma resenha que exponha um enredo coerente, confie nas informações externas no livro, não dizem 1% do que se trata, é apenas a ponta do iceberg, mas vale a pena por tudo que você descobre com a leitura.
Posso apenas dizer que o livro vai lhe surpreender, sem dúvida. O leitor vai ‘caminhar’ por Barcelona como se estivesse lá. Andar por suas ruas como se fosse uma velha conhecida, descobrir seus mistérios e fazer parte da aventura intrigante, misteriosa e assustadora de Óscar e Marina, dois adolescentes com mais coisas em comum do que supunham e muito a ensinar um ao outro e aos leitores que recebem uma lição de carinho, amizade, amor, desprendimento e loucura. A narrativa prende e fascina de tão bem escrita. Zafón emociona sem clichês, através de metáforas sutis e extremamente bem colocadas. É um livro para se ler de uma só vez, sem pausas para o café, digo isso porque você não vai querer parar de ler até chegar ao fim e entender, saber o que vai acontecer e como tudo se dá. Não vai querer parar até sentir aquele nó na garganta não só pelo belíssimo final, mas porque a aventura acabou.
'Tuna in the brine' (Pinionist remix) - Silverchair http://www.youtube.com/watch?v=BYPwnHfkRhQ
Letra e tradução - http://www.vagalume.com.br/silverchair/tuna-in-the-brine.html
A trilha sonora pra esse livro é da banda australiana Silverchair, que eu amo de paixão, 'Tuna in the brine' (Pinionist version), essa não é a versão original. escolhi essa versão porque ela capta bem a atmosfera misteriosa do livro misturada com uma letra leve e até romântica. Leiam o livro, escutem essa versão da música e prestem atenção à letra, vocês vão me entender...
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| Teufel - um dos símbolos misteriosos de 'Marina' |
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| Silverchair (2011) |


